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Perder duas horas de um precioso feriado vendo uma bomba só é pior quando tal bomba incorpora sem pudores, a nova concepção política do termo “coxinha”.

A trama (com furos intermináveis), narra a investida de uma agente secreta (Brit Marling), infiltrada numa célula eco-terrorista denominada “O Leste”, cujas ações tem incomodado os grandes chefões de industrias causadoras de males, tanto ao meio ambiente, como também à humanidade.

Apesar do bom argumento, (que inclusive acabou me ganhando), o roteiro é terrível. Tudo é raso, superficial, de fraca argumentação. Você pode até se enganar quando os créditos iniciais remetem ao excelente “Edukators”, mas é só uma impressão.

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Não é possível encontrar uma única qualidade ao longo das quase duas horas de filme e os furos só fazem com que o tormento se torne maior a cada minuto. O tal grupo “O Leste” transpira os mais pobres clichês do gênero e faz com que os ativistas se comportem como um mero grupo de adolescentes idiotas. A cena onde eles se sentem à mesa para jantar todos vestidos com uma camisa-de-força é forçada, piegas, daquelas de sentir vergonha alheia tamanha forçada.

E pra piorar, durante todo o filme temos a propaganda do tal “coxismo” que citei no parágrafo inicial. O moralismo é constante, mas no final ele extrapola todos os níveis possíveis. Nem mesmo o mais conservador dos conservadores poderia fazer algo tão forçado. Isso sem contar na mudança repentina de personalidade dos personagens. Se numa hora vemos o líder (Alexander Skarsgård), chorando a morte de um dos membros, na outra vemos o mesmo líder mostrando-se completamente frio com o trágico destino de outros. Da mesma forma, a agente. Se no início ela é uma obstinada e profissional agente, no final se mostra uma pessoa totalmente frágil e insegura de suas escolhas, que por isso, jamais poderia seria contratada pra esse tipo de trabalho.

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Enfim, este é um daqueles filmes ruins que não servem pra absolutamente nada. Não causam emoção, não causam sequer reflexão, e isso, pra um filme com cunho ideológico, é inadmissível.

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